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Novas Maravilhas Tibianas - Capítulo V: Centro da Cidade de Yalahar


Em março de 2015, Amaro de Quester, a Guilda dos Aventureiros e a Sociedade dos Exploradores convocaram uma eleição (confira a notícia oficial aqui) para escolher as 8 novas maravilhas tibianas. Antigamente, os monumentos consagrados eram: o Colosso de Kazordoon; a Black Pyramid de Dracônia; o Great Lighthouse Tree de Ab’Dendriel; a Thorntower de Shadowthorn; a cidade subterrânea de Mintwallin; a cidade pirâmide de Ankrahmun; a Black City of Skulls e a Great Lava Falls, ambos em Hellgate. Com a expansão do mundo tibiano, novas obras-primas foram construídas e Amaro achou prudente dividir com os tibianos o direito de escolha das novas maravilhas do Tibia.

Os monumentos vencedores foram os seguintes: 
  • Demona (Capítulo IV)
  • Dark Cathedral (Capítulo II)
  • Statue of God King Qjell
  • Drefia (Capítulo III)
  • White Raven Monastery
  • Banuta (Capítulo I)
  • Noodles Academy of Modern Magic
  • Inner city of Yalahar




No último capítulo contamos sobre a história da independência de Carlin, da criação de Maze of Lost Souls e de Demona, bem como sobre os incríveis Warlocks. Hoje também vamos falar sobre uma raça admirável e sem precedentes, os Yalahari, e os mistérios que a cercam.

A origem dos Yalahari

Quando os primeiros deuses surgiram, eles gradativamente criaram o mundo como conhecemos hoje. No início de tudo, eram duas as entidades conhecidas como os deuses anciões: Fardos, o Criador, e Uman Zathroth, que combinava em si dois seres diferentes. Uman, o Sábio, era bondoso, enquanto Zathroth, o Destruidor, era perverso. Fardos e Uman se uniram para criar o mundo, mas Zathroth sempre invejou a ideia deles e secretamente planejava corromper a criação. 


Os conflitos entre os deuses anciões culminaram na era do caos, em que vários outros deuses entraram em guerra uns contra os outros e passaram a usar suas criações tibianas como armas. Nesse momento, durante a guerra dos deuses, os Yalahari foram criados. 


De todas as raças criadas na guerra dos deuses, os Yalahari certamente eram a mais avançada e talentosa. Eles não viam sentido em participar de uma guerra que não era deles e, assim, se retiraram das batalhas e se refugiaram em uma das ilhas do Norte do Tibia, construindo a cidade que batizaram de Yalahar.

O poder dos Yalahari era tão excepcional que, com as suas armas e magias, eles podiam repelir todos os ataques das facções que lutavam na guerra dos deuses. Assim, eles depositavam sua energia apenas em buscar por mais conhecimento e ciência. 

Um dos grandes feitos dos Yalahari foi a criação de golems diferentes dos golems elementais. Fisicamente os golems até eram parecidos, mas a mente dos golems de Yalahar foi totalmente modificada. Esses novos golems são capazes de aprender a obedecer comandos e realizar algumas tarefas básicas pré-programadas. O cérebro deles é feito a partir de um cristal onde todos os deveres a serem cumpridos pelos golems podem ser registrados. E, clonando esses cristais, vários golems podem ser criados e manipulados rapidamente.


Essa foi uma das maiores descobertas dos Yalahari. Um dos bairros de Yalahar era exclusivamente destinado à criação de golems e de outras máquinas também manipuladas por cristais. Nenhuma outra comunidade científica foi capaz de descobrir o segredo da criação dos golems desenvolvidos pelos Yalahari. Como novos golems não são mais criados, parece que o segredo da criação deles foi perdido. Atualmente, o bairro onde fica a antiga fábrica da cidade está abandonado, mas ainda é habitado por golems que podem atacar visitantes desavisados. 

O preço do conhecimento

O incrível conhecimento dos Yalahari transformou Yalahar numa cidade gloriosa que atraía vários povos que desejavam uma nova vida depois da guerra dos deuses. Contudo, a incessante busca por cada vez mais conhecimento levou ao início da queda dos Yalahari.


Uma das pesquisas dos Yalahari era referente à origem do universo, sua estrutura. Eles perceberam que em todas as suas experiências e cálculos persistia a existência de um "fator ausente". Os cálculos provam a existência de algo que ainda não havia sido descoberto ou que ainda não era compreendido. Muitos Yalahari ficaram obcecados com esse fator e depois de muitos experimentos tiveram um primeiro resultado. Porém, alguns dos cientistas envolvidos ficaram loucos com a descoberta, a mente deles - por mais desenvolvida que fosse - não estava preparada para compreender o incompreensível. 


Eles estabeleceram uma teoria da aproximação sobre o fator ausente. Ele era, na verdade, um lugar entre a realidade e a não-realidade, um lugar entre o vácuo e o espaço. E este lugar não era vazio, era habitado por uma espécie de entidade que eles chamaram de Variphor. O grande erro dos Yalahari foi nomear essa entidade, porque, a partir do momento que a nomearam, eles lhe deram uma existência mais substancial no nosso universo.

Os Yalahari tentaram se aproximar de Variphor, mas foram tomados por um medo crescente. Variphor tinha total conhecimento de sua existência e de como interferir no nosso universo. Inclusive, coisas terríveis que aconteceram no passado foram sutilmente influenciadas por ele. Os Yalahari tentaram desesperadamente desfazer o contato com Variphor, mas já era tarde de mais. Muitos dos cientistas já haviam compreendido além do que deveriam compreender. Ficaram marcados pelo conhecimento proibidos e tonaram-se incapazes de resistir a essa influência. 

A chegada dos primeiros Augur

A essa altura, a cidade de Yalahar já não prosperava tanto e começava a decair. Os Yalahari chamaram alguns Augur (sacerdotes) para serem ajudantes e trabalharem para eles. Em algum momento, os Yalahari até compartilharam com os Augur algumas de suas conquistas e lutas, mas, com o tempo, os Yalahari concentravam-se cada vez mais em suas pesquisas. Os Augur tornaram-se apenas servos que realizavam o serviço braçal de manutenção da cidade, obedecendo e fazendo suas tarefas, mas sem compreendê-las.

Os Yalahari começaram a se voltar um contra o outro e, em uma noite de matança, a maior parte da raça foi o extinta. Percebendo os conflitos, os servos fugiram do centro da cidade, onde os Yalahari haviam se isolado. Os que sobreviveram sabiam de sua corrupção irreversível e decidiram se separar deste mundo. Eles deixaram a cidade sob a custódia de seus servos e desapareceram da História. Quando os Augur se atreveram a voltar à cidade, ela estava completamente vazia (Obs: um dos Yalahari fugiu para Gray Beach, mas isso é assunto para uma próxima maravilha).


No início, os Augur cuidaram da cidade e tentaram manter a cultura yalahariana presente, mas logo eles sucumbiram à vaidade e se intitularam como representantes de Yalahar. Depois, se denominaram os próprios Yalahari, usando máscaras douradas e vivendo das riquezas deixadas pelos verdadeiros Yalahari.

Os falsos Yalahari não sabiam como manter as criações de seus mestres funcionando. Eles até tentaram entender alguns dos segredos das criações, mas não compreenderam nada além do básico deixado pelos Yalahari. Como eles não sabiam como manter e reparar os dispositivos antigos, muitos pararam de funcionar. Assim, os falsos Yalahari recrutaram novos Augur para serem seus servos e auxiliarem na manutenção da cidade. Com o tempo, a população de Yalahar era maior do que a cidade conseguia suportar. Não havia alimentação e abrigo para todos. No final, os falsos Yalahari se confinaram no centro da cidade, vivendo na glória e no luxo, enquanto os outros bairros foram completamente destruídos por ignorância, catástrofes, pragas, experiências mal sucedidas e também por criminosos que saqueavam Yalahar em busca de riquezas.


Os novos Augur começaram a suspeitar da legitimidade dos Yalahari, uma vez que eles não eram capazes de consertar as máquinas, nem se dedicavam às pesquisas. Apesar da aparência física, pouco se pareciam com a raça yalahariana. Os novos Augur começaram a juntas pistas e descobriram a verdade sobre os novos Yalahari. Contudo, como eles não eram cruéis, nem abusivos e ainda possuíam as poderosas armas e armaduras dos verdadeiros Yalahari, os novos Augur nada fizeram com a verdade e continuaram trabalhando para os Yalahari apesar das descobertas.

O retorno dos Yalahari

A maioria dos Yalahari ainda se apega à sua vaidade e vive na ignorância. Contudo, ultimamente, as coisas começaram a mudar em Yalahar. Os Yalahari passaram a ordenar missões de propósito duvidoso para seus servos. E o mais assustador é que essas missões apontam para a possibilidade de que um verdadeiro Yalahari retornou, porque tudo indica que, para ordená-las, o responsável deve ter um profundo conhecimento Yalahari que era considerado como perdido, uma vez que nenhum outro cientista fora capaz de compreender o legado científico deixado pelos Yalahari. E todas as novas ordens indicam um novo e cruel propósito para a cidade de Yalahar. Aparentemente, Azerus, também conhecido como Tirak, é um verdadeiro Yalahari que retornou com propósitos terríveis, provavelmente ainda influenciado por Variphor.

 
Aparentemente, alguns dos verdadeiros Yalahari, ainda sob influência de Variphor, estão agindo secretamente em vários lugares do mundo tibiano. Um dos possíveis responsáveis pelos Cultos do Tibia, Zarcorix, já fora, inclusive, descoberto e derrotado por muitos tibianos.


Tudo indica que Variphor está pronto planejando algo grandioso e terrível contra todos os seres vivos no Tibia. Dedoras, em Cormaya, conta que Mazarius trabalha para Variphor e que a arma que Ferumbras tentava obter está na posse da entidade liberada pelos Yalaharis. Além disso, os segredos da biblioteca de Zathroth sobre o uso do Godbreaker, que os tibianos tanto tentaram proteger, também fora roubado. Variphor tem a arma e o conhecimento para usá-la. É questão de tempo até que ele faça algo. Vocês estão preparados para uma guerra contra algo que não pode ser vencido?

Caso tenha perdido algum capítulo
das  Novas Maravilhas Tibianas, leia todos aqui.

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