21 julho, 2018

Crônicas Sorcerianas: O Navio Vai Partir

Crônicas Sorcerianas: O Navio Vai Partir


Crônicas Sorcerianas são histórias sobre Metacromado, um garoto filho de artesão que sempre teve tudo o que seus pais podiam lhe proporcionar: conforto, amor e estabilidade. Porém, o garoto almejava ser um grande sorcerer e, para isso, precisava sair do seu ninho familiar para voar ao longo das terras tibianas, enfrentando criaturas e ser desafiado pelas mais difíceis tarefas que um feiticeiro poderia passar para alcançar o ápice do conhecimento. Mas tudo isso não passava de apenas um sonho de um jovem que vivia ao leste de Thais, plantando sementes e ouvindo conselhos do senhor Palomino.

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- Última chamada para Rookgaard. VAMOS! EMBARQUEM! 

- Vamos garoto, ande logo - empurrou uma senhora atrás de Metacromado.

O céu estava azul como o mar. O cheiro de maresia e peixe circundava todo o ambiente, além de muitas vozes dos marinheiros, que se misturavam com as vozes dos cidadãos de Thais, que circulavam por lá.

Metacromado tomou seu caminho, com sua mochila nas costas e adentrou a multidão de tibianos reunidos para embarcar.

- Veja quem está aqui - disse uma voz feminina por trás do menino - pelo visto conseguiu vir.

Metacromado, sem titubear, virou-se e, para a sua surpresa, deparou-se com uma bela garota que o fez abrir um sorriso que cobriu todo o seu rosto.

- Katherine! Você veio.
- E você pensou que eu não viria? Estamos prestes a nos tornar a maior dupla que esse mundo já viu.
- Fiquei feliz por te ver aqui - completou a menina - achei que não fosse conseguir.

- O NAVIO VAI ZARPAR! SUBAM!



A dupla subiu rápido o mezanino, cruzando a ponte, embarcando no grande navio de madeira. O capitão Bluebear estava cumprimentando todas as pessoas, que pareciam ser somente jovens indo em direção ao seu treinamento em Rook.

- Sejam todos muito bem-vindos ao meu navio! - falou, sorridente, o capitão - É com grande prazer que os recebo no meu navio. A viagem será curta, levaremos apenas um dia para chegar e, segundo nossos astrólogos, não teremos grandes preocupações com o tempo.

Katherine e Metacromado se acomodaram em um quarto, com aspecto rústico e um pouco apertado, em que havia apenas uma janelinha, da qual dava para avistar quase toda Thais, desde as muralhas até o grande centro comercial que todos chamavam de "O grande depósito" (embora todos gostassem de chamar de DP).

Logo menos, o navio começou a movimentar-se em meio as águas do oceano, fazendo grandes ondas. Todos que estavam em terra firme correram para acenar para os meninos que acenavam de volta das janelas e do convés.

Em meio a multidão, Metacromado viu seus pais, que sorriam olhando o filho indo em busca do seu sonho.

- Veja, Katherine, - disse o garoto - são meus pais! Eles vieram se despedir!

As horas não passavam, parecia mais que o mar havia se tornado um grande deserto onde eles estavam perdidos, dando voltas e voltas sem fim. A medida que o dia ia passando, a temperatura caía cada vez mais. Logo já era noite e todos se encontravam na copa do navio para jantar. Como sempre, a dupla não separou-se, sentando-se junto para comer.

- Sabe, ouvi muitas histórias sobre Rook, - falou Katherine - mas não consigo conter a minha ansiedade em chegar.
- Meus pais, com o instinto de superproteção, nunca ousaram me alimentar com tais histórias - disse Metacromado - mas, no final, olha onde eu estou!

Após o jantar, os dois subiram as escadas que ligavam o refeitório até o convés, cruzaram o grande pátio onde se erguiam grandes velas, insufladas pelos ventos vindos do nada, chegando finalmente ao quarto.

- Boa noite, Katherine.
- Boa noite, Metacromado.



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Escrito por: Magno Vieira
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