24 março, 2018

Crônicas Sorcerianas: O Perigo Vem do Céu

Crônicas Sorcerianas: O Perigo Vem do Céu



Crônicas Sorcerianas são histórias sobre Metacromado, um garoto filho de artesão que sempre teve tudo o que seus pais podiam lhe proporcionar: conforto, amor e estabilidade. Porém, o garoto almejava ser um grande sorcerer e, para isso, precisava sair do seu ninho familiar para voar ao longo das terras tibianas, enfrentando criaturas e ser desafiado pelas mais difíceis tarefas que um feiticeiro poderia passar para alcançar o ápice do conhecimento. Mas tudo isso não passava de apenas um sonho de um jovem que vivia ao leste de Thais, plantando sementes e ouvindo conselhos do senhor Palomino. 

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Dentre as árvores, surgiu uma grande ponte, formada por tijolos já envelhecidos. Por baixo, um rio corria, levando pequenas folhas que eram retiradas sutilmente pelos ventos que batiam nas copas.
Os pés de Metacromado foram os últimos a cruzar a passagem. No alto, pôde contemplar uma incrível vista que jamais sonharia em conhecer. A paisagem lhe trouxe um sentimento de gratidão e emoção por ter conseguido finalmente desbravar novos horizontes.
Todo o grupo atravessou a ponte, seguiram por uma pequena estradinha de terra, chegando a um grande castelo, com um pequeno vilarejo ao redor.



- Bonito este local, - disse um dos integrantes que andava por perto de Metacromado - uma das maiores guildas do continente tibiano reside nesse castelo.
Há muito tempo, o céu de todo o mundo se enegreceu, tomado por uma intensa chuva e um frio devastador que trouxe morte a mais de um terço da população. Depois de uma semana de sofrimento, as terras do Deserto de Jakundaf se abriram e uma grande criatura com pele azulada cintilante, cujos chifres eram tão pontudos que podiam desmoronar até as mais resistentes construções. O demônio levou muita destruição para todo o continente e ninguém era capaz de derrotá-lo. Um mês passou até que quatro nobres guerreiros conseguissem derrotá-lo e banir a criatura que chamaram de Ghazbaran deste mundo.
- Peço a atenção de todos! - disse o cavaleiro de cabelos brancos - Chegamos a Greenshore! Resolvam todos os seus afazeres. No final da tarde, vamos nos encontrar exatamente neste ponto para retornarmos a Thais. Não se atrasem! Ou passarão a noite aqui.

Metacromado caminhou para dentro do vilarejo e, contemplando a paisagem totalmente diferente de sua cidade, buscava pela casa para entregar a encomenda da sua mãe. Greenshore era uma cidadezinha pacata e com poucos habitantes. As casas e construções não passavam de um andar. Era cercada por pequenas plantações para o próprio consumo da população local. O garoto entrou em um conjunto de casas que simulava um apartamento. Subiu um lance de escadas e chegou a residência. Três batidinhas na porta e… passos foram ouvidos.

- Você deve ser o Metacromado. - disse a senhora - Venha, entre!

O local era pequeno, havia uma cama com um cobertor vermelho, um grande armário rústico e uma mesinha de madeira na quina do cômodo.

- Aqui está a encomenda. - falou o menino, entregando o pacote para a moça.
- Obrigada! Que colar bonito. Sua mãe tem um dom raro, não é à toa que é tão conhecida.
- Como anda Thais? - perguntou a senhora arrumando seus óculos - tempos difíceis, não é mesmo?
- As coisas estão cada dia pior, - respondeu entristecido o garoto - muitas pessoas desaparecidas e a guarda é ineficiente.
- Tempos melhores virão,. - completou a moça - agora você precisa ir embora, logo menos a caravana vai partir.


Uma grande explosão ecoou por dentro do cômodo, seguida de um grande rugido que parecia vir de uma grotesca criatura. Metacromado correu para a janela do apartamento que dava para a rua principal de Greenshore. Um dragão de escamas verdes planava sobre a cidadezinha.

- Um dragão! - gritou o garoto entusiasmado. Nunca imaginaria poder ver uma das criaturas que mais sonhava em conhecer.
- Dragão em Greenshore? Impossível! - retrucou a senhora - Estamos perdidos!


Mas por que eles estariam perdidos? Não teria ninguém para defender o pequeno vilarejo? Leia no próximo Capítulo! 

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Escrito por: Magno Vieira
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